Rest in Peace


Os olhos azuis de Jhonny se fecharam a uma rajada de vento repentina, instintivamente passou os braços ao redor dos ombros de Audrey.
-Lembra-se de quando estivemos aqui pela última vez?
Ele perguntou com o nariz enterrado nos cabelos dela, a grifinória soltou um gemido involuntário.
-Foi meio difícil de esquecer.
Jhonny soltou um riso fraco, e seu abraço se tornou imediatamente mais justo. Audrey ergueu a mão e limpou um pouco da neve que caía em cima daquela pedra. As árvores desnudas de outono se recurvavam ao peso da neve, os frios e os monumentais anjos de pedra, adornando túmulos, pareciam reais.
-Existem tantas coisas que não foram explicadas...
A garota ergueu seus olhos cor de esmeralda, vendo a lua cheia que começava a despontar no céu.
-Como por exemplo, como você agüentou ficar grudada com aquele sanguessuga fedido o todo o quinto ano e metade do sexto.
Audrey sorriu enquanto girava na ponta dos pés, dançando por entre as lápides.
-Não sei, mas com certeza aquilo foi antes dele tentar me matar, naquele maldito castelo da “Ordem”.
Audrey jogou seus braços ao redor do pescoço de Jhonny e colou a testa na dele.
-Eu de verdade, nunca vou me esquecer daquela tarde na campina. Se não fosse por você Tennyo teria destruído tudo.
-Uma pena que ela tenha conseguido destruir muita coisa.
Jhonny colocou-a sentada em cima de uma das pedras, e beijou-a com vontade. Até que ouviram graves soluços, uma adolescente, de longos cabelos ruivos e brilhantes olhos azuis se ajoelhou em uma das lápides. Com delicada mão esquerda e tremula limpou a neve dos entalhes da escritura, e da que estava a sua direita, na outra mão segurava firme e forte algumas rosas cor de chá. Os dois entenderam imediatamente do que se tratava, Jhonny se ajoelhou perto dela, passando-lhe o braço pelos ombros, e Audrey lhe corria gentilmente os dedos pelo lustroso cabelo cor de fogo. Mas a garota não parecia notar-lhes, soluçou ainda mais alto.
-Faz tanto tempo que vocês se foram, e como eu queria que pudessem me ver agora.
Ela cerrou os punhos.
-Eu consegui, eu juro que consegui. Eu fiz como tia Elouise disse que vocês gostariam que eu fizesse, que eu corresse atrás do meu sonho não importa o quão difícil seja.
Mais uma lágrima cristalina correu pelo rosto dela, e Audrey lhe sussurrou ao ouvido.
-Nós temos muito orgulho de você Victoire.
Victoire deu um sorriso, entendo parcialmente o que se passava, ergueu o rosto e sussurrou um obrigado.
-Nunca se esqueça de quem você é minha querida.
Jhonny disse a filha, e lançando um olhar a Audrey os dois se deram as mãos enquanto desapareciam lentamente. Victoire colocou algumas rosas em ambas as lápides enquanto disse com a voz límpida.
-Descansem em paz Jhonny e Audrey Creevel.

:: Rabiscado pelos Estudantes
::



Here we go - final


A sala completamente coberta de enfeites cor de rosa e imagens de gatos, parecia mais hostis a Anna, do que um covil de quimeras famintas de carne. Ao seu lado, Vlad tinha os lábios tão pressionados que pareciam ser uma única linha, e ao lado do sonserino, Elizabeth Jones assumia um ar tão compenetrado que se podia jurar que ela estava em algum lugar completamente diferente daquela sala que, as narinas mortas dos três, fedia como mijo de gato.

A frente deles, Dolores Umbridge mal podia conter os gritinhos de excitação, o laço rosa em sua cabeça tremelicava com tanto prazer. Ela olhou nos olhos de Elizabeth, como que se pela casa, sentisse mais desprezo pela garota lufana. Depois seus olhos pousaram sobre Anna, e a vampira sentiu a mente da mulher sapo se preparando para culpá-la por tudo o que viria acontecer.

-Acho que a senhorita já sabe, que como alta inquisidora de hogwarts, eu posso afetar diretamente sobre a custódia que o senhor Alvo Dumbledore têm de sua pena no ministério.

A vampira cruzou as pernas desinteressada enquanto Vlad revirava os olhos.

-Creio que a minha custódia não tenha nada haver com os assuntos da escola.

Dolores bateu a mão na mesa com força.

-Não é aceitável que o ministério deixe três aberrações assassinas andando livremente pela escola.

Elizabeth mordeu o lábio inferior.

-Nós nunca matamos ninguém da escola.

Umbridge deu um sorriso de satisfação, como se Elizabeth fosse uma criança com a boca suja de chocolate dizendo a mãe que não comeu nenhum doce.

-E a garota Billard? O assassinato dela aconteceu no dormitório e a escola é fortemente guardada para ter sido alguém de fora.

Vlad fez uma mesura com a mão e falou em tom de descaso.

-Que seja, nós não tivemos nada haver com aquilo.

A senhora elevou o tom de voz como se estivesse em fúria, olhou para Anna como se estivesse fulminando-a por perder uma bela oportunidade de se mostrar uma torturadora eficiente.

-Senhorita Anna H. Valerious, acusada pelo assassinato de 345304 trouxas, senhor Vlad T. Von Stoffen, assassino de 1300 bruxos e 20393 trouxas, não posso permitir que coloquem os alunos dessa maravilhosa instituição de ensino em risco de vida.

Elizabeth franziu as sobrancelhas e murmurou.

-Como?

Umbridge deu um gritinho de excitação antes de dar se decreto final.

-A partir de hoje, sir Vlad Telpes Von Stoffen, lady Elizabeth Scarllet Jones estão oficialmente expulsos da escola de magia e bruxaria de Hogwarts.

Dizendo isso virou-se para Anna.

-Senhorita Valerious, por favor não resista e me acompanhe até o ministério para que possamos providenciar a execução de sua pena o mais rápido possível.

A resposta da vampira foi rápida, em um piscar de olhos, ela, Vlad e Elizabeth sumiram da vista de Umbridge para reaparecer do outro lado da porta, antes de começarem uma corrida para fora do castelo.

:: Rabiscado pelos Estudantes
::



Call Me


Sakura entrou com cuidado no dormitório da corvinal, a mente já presa no Alethiometro, a total dependência que ela estava começando a ter lhe assustava em certos momentos. Ela entrou, jogou a mochila em sua cama e sentiu a presença de mais alguém ali, sacou uma kunaii e colocou-se em frente a mesa de cabeceira, diante dos olhos assustados da moça a imagem do finado Cedrico Digorry apareceu a sua frente.

-Ce..Cedrico?

Os olhos arregalados de Sakura percorreram todo o corpo daquele jovem, parecia com Cedrico, mas muito pouco, a pele era muito mais branca, parecia muito mais forte e o cabelo havia crescido mais um pouco. Ele olhou para ela com um sorriso sinistro, os caninos salientes e os olhos vermelhos como sangue, ele levou o punho perto do nariz e aspirou de olhos fechados o cheiro cítrico que até mesmo Sakura podia sentir a metros de distância.

-Era assim que chamavam esse corpo?

Ele olhou para a corvinal, arqueou a sobrancelhas em um sinal de fingida surpresa pela reação dela. Ele deu alguns passos e parou em frente a ela, perto demais.

-O que você quer aqui?

Ele mordeu o lábio superior em um sinal de desdém.

-Você sabe demais senhorita Haruno, é meu dever tomar medidas para proteger o segredo da minha família.

Os olhos azuis de Sakura encararam os dele, dois pares de rubis enegrecidos. Ele foi se aproximando lentamente, a idéia que a corvinal tinha deles eram que vestissem grandes capas pretas, mas este estava vestido com roupas trouxas.

-Você é parente de Anna eu presumo.

Ela falou, enquanto ele dava um passo para frente, Sakura recuava, até que ela sentiu o corpo batendo suavemente na cômoda.

-Exato, você descobriu o nosso segredo, Anna nunca foi muito boa em guardá-lo, mas eu preciso que você me entregue aquela coisa dourada que você usa para prever coisas.

Sakura rapidamente encostou a mão na gaveta, só que quando foi abri-la, a mão do vampiro estava sobre a dela, pressionando a mão delicada contra a madeira escura com força. Ele jogou-a na cama e com um gesto rápido, pegou a kunaii no chão e enterrou-a no braço de Sakura até o fim da lâmina.

A corvinal gritou de dor, o sangue começou a correr e o vampiro retirou a faca jogando-a em um canto do quarto. Ele olhou desejoso para o rio de sangue que corria e passou a língua por toda a extensão do corte. Sakura tentou lutar, mas alguém caiu em cima do vampiro, Vlad com uma das mãos sobre o pescoço do vampiro, a outra comprimia um dos braços dele contra as costas.

-Vêm comigo Edward, nós temos muito o que conversar.

Antes que Sakura pudesse gritar ou entender de verdade o que estava acontecendo, os dois haviam sumido e ela abriu a gaveta e rasgou um pijama velho, com as ataduras improvisava uma atadura no corte. Uma voz familiar percorreu a cabeça de Sakura.

-Chame-me da próxima vez.

:: Rabiscado pelos Estudantes
::



Continuação:


-Como você podia saber de tudo isso?Eu...Não compreendo.
-Você de fato quer entender?
-Sim-Respondeu com a voz embargada
-Numa outra hora,talvez.Eu devo ir.-E a figura ja se distanciava com certa pressa.Ela olhou inexpressivamente a árvore de novo.
Estava certa de que seria a ultima vez a veria.

~ uma semana depois ~

Te ter por perto

Completamente entorpecida.
Era assim que eu estava ate ele voltar pra mim.
Afinal, o que Joshua Filds representava em minha vida ?
Nesse momento?
Tudo.

Sem ele eu não queria sequer levantar.Queria apenas vagar no meu subconsciente,mesmo nos meus estranhos e horripilantes pesadelos.
Contando,que eu pudesse sonhar de vez em quando com ele. Por isso Josh era tão importante.Me fazia passar o maior tempo possivel sem me lembrar daquilo que fazia minhas veias palpitarem,a respiração ficar impossível e os batimentos do coração morrerem aos poucos dentro de mim.Afinal,o sonserino não fora só a uma paixão , mas como um tipo de carma que eu sofrera,que eu freneticamente desejara reviver a qualquer custo.
E josh me fazia mais normal,sem esses tremores.Sem esses desejos compulsivos que me corroiam por dentro a todo instante.

As nuvens que pairavam no céu cor de baunilha eram brancas e quentes assim como a estação que chegava aos poucos:o verão.O almejado verão,onde os terrenos de Hogwarts ficavam lotados,e todos mais animados e com uma melhora no humor.Desde que voltaram do feriado de natal,Joshua e Louren não se desgrudavam.Sempre estavam juntos.Conversando,revivendo aquela maravilhosa amizade que tinha sido interrompida por algum tempo.Quando começaram a adolescencia.E agora que eles estudadavam na mesma escola,podiam aproveitar a estação juntos,e o fim do semestre.

-Não sabia que você andava tocando,Josh-Ela se admirou enquanto os dedos do ruivo passavam agilmente sobre as cordas do violão.-E muito bem diga-se de passagem.
-Obrigado.Você toca piano,eu violão.Quites hun?-Retrucou ele com o olhar,rindo baixinho para as cordas.
-Hum,o que mais você anda fazendo que eu não tenho conhecimento?
Ele jogou o violão na grama verde e olhou em direção do campo de quadribol por alguns minutos.-Eu costumo ser o artilheiro do time, lá.-Falou em parte orgulhoso,e em parte cheio de saudade.
-Oh.-Murmurou Louren.Deveria ser péssimo abandonar a equipe.

Entrelaçou seus dedos nos cabelos castanhos-avermelhados dele que ainda olhava na direção do campo distante.

-Tenho certeza de que você daria um bom jogador no time da grifinória,não é?-Ele a olhou de repente um brilho animado no olhar-Er...Ano que vem, eu acho,irão fazer testes.Se quiser tentar.-E em seguida capturou o violão.Fitou o objeto longamente,mas depois o depositou novamente no lugar.
-Não faço nem ideia de como tocar isto.-Admitiu,e eles riram.

Era o melhor de Josh.Com ele Louren não precisava ficar receosa,não precisava ser falsa,nem aparentar ser simpática.Ele a conhecia como ninguem,e com ele ela tinha a sensação de tranquilidade.
-Senti sua falta...-Josh passou delicadamente a mão sobre a maça do rosto dela,a olhando profundamente.
-Ha!Corta essa!Você adorou passar esses anos com seus amiguinhos lá,que eu sei.-Sem mais nem menos ela o impurrou para a grama fresca,cobrindo seu cabelo com a folhagem.
-Mas lá não tinha garotas...-Ele riu malicioso e a jogou na grama também, fazendo cócegas em sua cintura.
-Ha é?-Louren fez pose de falsamente recentida,em meio ao riso.-É pra isso que veio pra cá, foi? Suprir suas necessidades masculinas?-Mas Joshua não a deixou continuar com a encenação e prolongou o ataque na cintura da garota,que se contorcia numa gargalhada estridente.-Para,haha.Paraa!-Ordenou arfando e ele a ajudou a se sentar novamente.-Você é muito mal,Filds.-Resmungou recuperando o fôlego.
-Você sabe que supri as "minhas necessidades masculinas" muito bem.-Ele entrou no tom da encenação parando para fazer o movimento de aspas,tentando imitar o tom que a loura usara.Conseguiu apenas arrancar mais risos da melhor amiga.
-Você é um péssimo ator.-Louren declarou beijando a bochecha pálida dele.
-Ha,e você e uma ótima atriz.-Retorquiu com um sorriso maroto.
-Eu sei!-Falou ela se levantando e dando um rodopio,colocando as mãos na cintura em seguida.
-Eu estava apenas brincando,Lor-Ele meneou a cabeça negativamente,olhando para ela toda metida naquela postura.
-Toda brincadeira tem um fundo de verdade.-A grifinória não se abalou e deu as costas andando graciosamente em frente.
-Para onde vai?-Mas ele ja pegara o instrumento musical e seguia na direção do lago.

Ela sentou-se numa rocha na beira das águas escuras,os fios dourados esvoaçando em contato com a brisa refrescante.O ruivo se acomodou ao seu lado,colocando os pes descalços na àgua um pouco mais fria do que o clima quente que os rodeava.
Ficaram alguns minutos em silêncio,observando o sol se pôr no horizonte.
-Dizem que moram sereias nesse lago,sabia?-Indagou a jovem enquanto mechia os pés na àgua,respingando boa parte nas vestes.
-De sereias nesse lago eu não sei.Mas tô vendo uma aqui do meu lado.-Ele sussurrou baixinho em seu ouvido,forçando a olha-lo.Ela arqueou uma sombrancelha.-Pare de brincadeiras,Joshua.
Então colocando gentilmente uma mecha de seu cabelo atras da orelha,ele disse pensativo.-Toda brincadeira tem um fundo de verdade,margarida.-Ela sorriu.E o atacou com um jato d'gua em resposta.
-Cabeça de tomate!
Então o sextanista levantou-se revidando em dobro.-Cabeçinha de mostarda!
E sairam correndo,depois rolaram na grama,se sujando com as folhas e flores silvestres.Desfrutando da velha amizade,e do verão.


:: Rabiscado pelos Estudantes
::